Lei Seca

Um espaço para discutir as grandes questões. Editor-chefe: Luiz Augusto

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Advogado, vive em São Paulo

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Essa eu vou ter que reproduzir...

Carta publicada na última Piauí:

"A matéria ´Auto de Natal aéreo' (número 2) mostra bem porque a economia brasileira vai crescer menos de 3% neste ano. Enquanto o país tratar a pão-de-ló cada fruto de um ´namoro´ com borracheiro ou lavrador, desviando dinheiro dos investimentos e do controle de tráfego aéreo para fabricar mais um presidiário, o preço do seguro do nosso automóvel vai subir ainda mais. Enquanto outras Franciscas forem pondo filhos no mundo, em busca daquele que vai virar um Ronaldinho e levá-la para morar numa mansão na Espanha, não faltará emprego para jornalista esquerdista."
Mateus de Oliveira Fechino - Ribeirão Preto

Tirando alguns exageros retóricos, como o de fabricação de presidiários e aumento do preço do seguro, o autor acertou no atacado. Em tempo, a reportagem em questão era um edulcorado texto que comemorava o nascimento de Fábio, o menino nascido em meio ao resgate do avião acidentado da Gol. Matéria que só faltava citar as estrofes finais do "Morte e Vida Severina", do João Cabral de Melo Neto, a pura celebração da explosão populacional brasileira:

"E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica, vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida mesmo quando é assim pequena a explosão, como a ocorrida como a de há pouco, franzina mesmo quando é a explosão de uma vida severina. "

1 Comments:

Anonymous Juliana Figueiredo said...

Concordo com a posição. Quando ocorre este tipo de crime hediondo, não vemos nenhum grupo em defesa das vítimas, levantando a bandeira dos direitos humanos. A violência está tão banalizada e a tolerância aos atos de bandidismo está tão impregnada na nossa sociedade, que quando alguém reage a um assalto e morre na mão de bandidos, sempre ouvimos o comentário de que a culpa foi da vítima, que não devia reagir, como se inexiste o direito da legítima defesa. Triste é a imobilidade da Constituição, que não nos permite pelo menos a instituição da pena perpétua para indivíduos que nunca deveriam conviver com a sociedade. O jeito é tarjá-los como loucos e deixá-los em medida de segurança no manicômio judiciário, sem previsão de alta. Abraço.

5/1/07 13:10  

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